sexta-feira, 11 de maio de 2012


E VAMOS ÀS ELEIÇÕES
Antes de ontem foi encerrado o período de realistamento eleitoral em Alagoas, então quem fez, fez, quem não, deixou de ser um brasileiro pleno de seus poderes, afinal terá seu CPF bloqueado para operações de crédito junto aos Bancos oficiais, além da perda de outros direitos, até a eleição seguinte.
Cá com meus botões, sem querer ter nenhuma influência sobre a opção de qualquer um, não sinto nenhum ímpeto de alegria quando do cumprimento do meu dever cívico, senão vejamos:
- Somos obrigados a votar
- Somos obrigados a enfrentar engarrafamentos, imensas filas, “voluntários” nada satisfeitos que nos atenderão nas mesas de votação, dissabores, mal estar por falta de acomodação, sol quente ou chuva, afinal os locais de votação não dispõem de um mínimo de conforto e, espero que não, as dificuldades dos menos cultos quando do processo de votação, forma de identificação, etc. alongando ainda mais o tempo de nossa permanência nos locais de votação.
 - E vamos escolher os candidatos
Os partidos pequenos pregarão a renovação das casas legislativas e dos mandatários. Os partidos que estão no poder lutarão para a sua manutenção de sua força e no meio estaremos todos nós. Aqueles que têm alguma cultura política saberão escolher, mas muitos, que não tem esta condição, ficarão à mercê daqueles mais sagazes, que tentarão tirar o máximo de proveito, quer seja no diálogo, quer seja no oferecimento de “favores” materiais ou mesmo na promessa de empregos, mesmo que de forma temporária, na imensa máquina administrativa que se chama governo.
Ou seja, entra governo e sai governo, campanhas e mais campanhas, e voltamos à mesmice. Então prá que votar? Ou melhor, Prá que tantos partidos ou tantos candidatos.
Se somente os partidos grandes e os feras da política são eleitos, seria melhor haver apenas dois partidos, como antes, dando oportunidade a todos por igual, nas propagandas “gratuitas” e na “distribuição” das verbas partidárias.
Ou então, em favor dos partidos que sempre pregam a renovação, que não fosse permitido mais a reeleição em qualquer nível, aí sim, teríamos uma eleição realmente democrática, onde os candidatos seriam, pelo menos naquele mandato, pessoas novas, com pensamentos novos.
Ou ainda, acabar, como nos países mais democratas do mundo, com a obrigatoriedade do voto, exigindo então dos candidatos seus máximos de poder de convencimento.
Outro dia, um amigo comentou que deveria haver eleição apenas para os cargos executivos e que o legislativo e todo o secretariado seriam admitidos no serviço público através de concurso público. Não sei se seria o ideal, mas com certeza, teríamos a partir daí uma seleção das melhores cabeças brasileiras na administração pública, independente de simpatia partidária ou poder financeiro, afinal, todos sabemos, o apoio financeiro dado aos partidos pelos empresários e milionários não tem outro sentido senão o proveito futuro em contratação de obras e serviços públicos.
Para não me tornar cansativo, vem à minha memória a historia da construção de uma ponte na China que se fosse contratada nos termos de uma outra ponte construída no Rio Grande do Sul, nunca terminaria, ou teria um gasto pelo menos 200 vezes maior.
Mas, que venham as eleições, afinal temos que cumprir nosso dever cívico. Se por um acaso não simpatizemos ou não confiemos em nenhum candidato, então votemos em branco.