quinta-feira, 24 de maio de 2012

O Nordeste está virando um deserto



Ouvindo hoje o Jornal Nacional lembrei-me de uma palestra que assisti há muito tempo, precisamente em 1974, quando era estudante da Universidade Federal Rural de Pernambuco proferida pelo Ilustre Professor Vasconcelos Sobrinho "que entre outras realizações, foi um dos fundadores da Universidade Federal Rural de Pernambuco, onde introduziu a disciplina "Ecologia Conservacionista", a primeira do gênero ministrada no Brasil.
Criou o Jardim Zoobotânico de Dois Irmãos e fundou a Estação Ecológica de Tapacurá. Publicou cerca de 30 livros, todos sobre ecologia e conservação dos recursos naturais.
Ele foi um dos fundadores da Universidade Federal Rural de Pernambuco, do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal, do Jardim Botânico do Recife, da Estação Ecológica de Tapacurá e da Associação Pernambucana de Defesa do Ambiente. Exerceu cargos importantes, como diretor do Serviço Florestal do Ministério da Agricultura, consultor da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste e vice-reitor da Universidade Federal Rural de Pernambuco.
O professor Vasconcelos Sobrinho introduziu o estudo da Ecologia como ciência na universidade brasileira, ao criar a disciplina “Ecologia conservacionista”. Ele ministrou centenas de palestras e publicou cerca de trinta livros e uma infinidade de artigos sobre ecologia e conservação dos recursos naturais
" (Wikipédia)
Dentre tantos assuntos tratados, a Ecologia do Nordeste e a desertificação foram temas naquela palestra.
Questionava-se a seca do Nordeste e se haveria meios de minimizá-la ou mesmo acabar com ela
Um de seus conceitos que ficaram na minha memória e que neste momento passa pela minha cabeça é sobre de que forma poderíamos minimizar o sofrimento permanente do povo nordestino:
Segundo aquele Magnânimo mestre, a fórmula não era simples, pois dependeria (Já naquele tempo) de vontade política, da vontade de não se tirar proveito da miséria alheia, a fórmula era encher as terras do Nordeste de poços artesianos movidos a cataventos (Não se explorava no Brasil a energia eólica), construir pequenas barragens em rios temporários, para que retivessem o máximo de água possível na época das chuvas, construir o máximo que se pudesse de açudes, para receber tanto as águas da chuva quanto as águas retiradas dos poços, mesmo sendo salobra. Não haveria nem mesmo necessidade de sacrificar o Velho Chico, hoje quase agonizante depois de tanta exploração.
Com estas medidas, segundo o mestre, teríamos formado espelhos de água que ao evaporarem formariam nuvens que voltariam à terra em forma de água pura, com melhor distribuição em toda a região. Provocaria o crescimento de vegetais que cobririam a terra mantendo-a úmida, com temperatura amena, ou seja, medidas políticas que não seriam de fachada transformariam o Nordeste em um manancial verde, pronto para ser explorado de forma consciente, manteria nesta terra o seu povo, que mesmo passando pelos horrores que passa não arreda o pé, um povo que olha para os Céus e reza para que Nosso Pai olhe por ele e Dê-lhe condição de viver na terra em que nasceu.
Ao fim, o professor falava sempre dos Dez Mandamentos da ecologia que a exemplo daqueles mostrados pelo Pai à Moisés, também prega o amor, mas o amor à natureza, o amor à terra, o amor ao ambiente, antes que nós mesmos acabemos com eles, como vejo todos os dias em jornais e televisão a degradação que impomos à mãe Terra. Eis a íntegra dos dez artigos:
1. Ama a Deus sobre todas as coisas e a Natureza como a ti mesmo.
2. Não defenderás a Natureza em vão, apenas com palavras, mas através de teus atos.
3. Guardarás as florestas virgens, pois tua vida depende delas.
4. Honrarás a fauna, a flora, todas as formas de vida, e não apenas a humana.
5. Não matarás.
6. Não pecarás contra a pureza do ar deixando que a indústria suje o que a criança respira.
7. Não furtarás da terra sua camada de húmus, raspando-a com o trator, condenando o solo à esterilidade.
8. Não levantarás falso testemunho dizendo que o lucro e o progresso justificam teus crimes.
9. Não desejarás para teu proveito que as fontes e os rios se envenenem com o lixo industrial.
10. Não cobiçarás objetos e adornos para cuja fabricação é preciso destruir a paisagem: a terra também pertence aos que ainda estão por nascer.



terça-feira, 22 de maio de 2012

Agora é comum os partidos políticos invadirem nossa casa e pedir nossa filiação.Todos, sem exceção, prometem e cobram dos governos atuais: melhorias na segurança, saúde pública, educação, etc., cada um defendendo sua bandeira.
Um particularmente me chamou a atenção por está criticando o atual governo pelo corte feito na via expressa.
Segundo este partido: "Para aumentar a corrida imobiliária e a conseguente valorização do bairro"
Ora, direis, mas o progresso de uma cidade não se mede pelas novas avenidas, novas ruas, novas praças?
Não é assim que se desafoga o trânsito de uma região? Não é assim  que se interliga bairros promovendo o bem estar comum?
Já pensou se a Av. Fernandes Lima ainda tivesse uma única pista de rolamento em cada mão, unicamente para se evitar o boom imobiliário?
E as duplicações de vias estreitas?
Será que a pessoa que fez tal declaração na TV não utiliza tais vias que segundo ela só provoca inflação imobiliária?
Acho extremamente necessário que os chamamentos para filiação passem por uma análise mais apurada para que coisas deste tipo não venham ao público.
Tenho pena de nós, que votaremos em 105 prefeitos, mas de 500 vereadores, que escolherão um sem número de secretários, pois corremos o risco de votar em pessoas que pregam "o retorno ao tempo das carroças em estradas de barro" para evitar a valorização imobiliária.
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quarta-feira, 16 de maio de 2012

Os bons recados vêm de onde menos se espera


Andar pela Avenida Fernandes Lima, a qualquer hora do dia, é um exercício de paciência, é contar carneirinhos até mil para não explodir. E na hora de meio dia então!
Pois bem, nesta hora, o melhor a fazer é ligar o rádio e como sempre, ligo na Jovempan que apresenta o pânico no rádio. Uma mistura de besteirol, boa música e eventualmente um assunto sério.
Hoje foi o dia da coisa séria, dita por um humorista de stand-up, Márcio Américo que dissertou sobre a vida profissional, contou piadas, trocou farpinhas humorísticas, mas falou sério, sério com a experiência de quem já foi um usuário de droga, senão, transcrevo aqui um pequeno trecho do que foi publicado no programa Pânico de hoje.
Em um determinado momento, foi-lhe perguntado sobre os efeitos das drogas em sua vida e ele ponderou que em muitos momentos foram bons, mas que no geral com o tempo é sempre muito ruim.
“DROGAS

Emilio: Como foi que você entrou nesse negócio de drogas?
Marcio: Na verdade eu nem usei muito. Eu usava um período e depois ficava um tempão sem usar, quando eu tava internado.
Amanda: Fraco você, né?
Bola: Quando você ficava internado não usava, entendi.
Marcio: Você passa por cada coisa nessas internações. Nas terças eles serviam suflê de chuchu e ninguém comia. Eu entrei nessa via eu acho que por meio de uma busca por identidade e não percebi que a perdi para os traficantes. Tem gente que perde coisa pior.
Evandro: Tipo o quê?
Marcio: Tipo coisas que você só recupera com uma cirurgia no local.
Carioca: Agora você tá limpo?
Marcio: Estou, minha única droga é Big Brother.”

Segundo seus comentários a imensa maioria dos usuários adquiriu o vício por falta de orientação real, pois se uma pessoa experimenta qualquer droga e o efeito tanto no momento quanto depois é muito ruim seguramente esta pessoa jamais será um viciado. O problema está naqueles que gostaram do produto e no dia seguinte não sentiram nenhum efeito negativo. Estes estão condenados a serem viciados.
Ouvi então, ainda sobre a continuidade do uso da droga, aqui eu saliento QUALQUER UMA, deve-se a forma que a mesma é introduzida no meio, os meios de supressão do uso da mesma e ainda a forma que se tenta conscientizar os jovens, os adultos, enfim, qualquer iniciante que aquilo NÃO PRESTA.
Não adianta, segundo este humorista, convencer os futuros usuários que a droga é ruim, se ele não gostou, da primeira vez, jamais fará uso novamente, mas se gostou, se encontrou facilidade na sua obtenção, e isso há, em todos os níveis sociais, a forma de trazer esta pessoa para o convívio natural, a forma de fazer este iniciante não seguir em frente é UNICAMENTE, mostrar, através de exemplos reais, ou mesmo através da sua própria experiência, que a DROGA é BOA, a DROGA o deixa feliz, a DROGA afasta a tristeza,  a DROGA permite o estreitamento de “AMIZADES”, mas no INICIO, e aqui eu repito, SOMENTE NO INICIO, O USUÁRIO É FELIZ, É FORTE, É ALEGRE, FAZ MUITOS AMIGOS, porque quando o vício, quando a dependência já está instalada VEM SEMPRE A TRISTEZA, NOS TORNAMOS PESSOAS FRACAS, INCAPAZES DE QUALQUER RACIOCINIO LÓGICO, NOS TORNAMOS CAPAZES DE QUALQUER ATO, ATÉ MESMO de DESONESTIDADES, para obtermos um mínimo que nos satisfaça naquele momento. É A DEGRADAÇÃO DO SER HUMANO. Isto é o que tem que ser mostrado nas campanhas públicas de combate às drogas porque depois o conserto será muito mais caro, muito mais sofrido e às vezes com um resultado pouco satisfatório.
Temos visto, diariamente, perseguições cinematográficas aos traficantes, cerceamento da liberdade dos viciados, combate à formação das bocas do vício, mas estas campanhas teriam muito melhor resultado se tanto o governo, as escolas e mais enfaticamente as famílias mostrassem aos seus entes, aos seus governados aos seus alunos que a DROGA É MUITO BOA, NO INÍCIO, MAS LOGO, MUITO RAPIDAMENTE LEVARÁ A DEGRADAÇÃO SOCIAL, FAMILIAR E EM CURTISSIMO ESPAÇO DE TEMPO À MORTE.
Nem sou o mais antenado sobre o assunto, mas como espectador da vida e ouvindo hoje a prelação daquele humorista, senti-me na obrigação de fazer este pequeno comentário. 

sexta-feira, 11 de maio de 2012


E VAMOS ÀS ELEIÇÕES
Antes de ontem foi encerrado o período de realistamento eleitoral em Alagoas, então quem fez, fez, quem não, deixou de ser um brasileiro pleno de seus poderes, afinal terá seu CPF bloqueado para operações de crédito junto aos Bancos oficiais, além da perda de outros direitos, até a eleição seguinte.
Cá com meus botões, sem querer ter nenhuma influência sobre a opção de qualquer um, não sinto nenhum ímpeto de alegria quando do cumprimento do meu dever cívico, senão vejamos:
- Somos obrigados a votar
- Somos obrigados a enfrentar engarrafamentos, imensas filas, “voluntários” nada satisfeitos que nos atenderão nas mesas de votação, dissabores, mal estar por falta de acomodação, sol quente ou chuva, afinal os locais de votação não dispõem de um mínimo de conforto e, espero que não, as dificuldades dos menos cultos quando do processo de votação, forma de identificação, etc. alongando ainda mais o tempo de nossa permanência nos locais de votação.
 - E vamos escolher os candidatos
Os partidos pequenos pregarão a renovação das casas legislativas e dos mandatários. Os partidos que estão no poder lutarão para a sua manutenção de sua força e no meio estaremos todos nós. Aqueles que têm alguma cultura política saberão escolher, mas muitos, que não tem esta condição, ficarão à mercê daqueles mais sagazes, que tentarão tirar o máximo de proveito, quer seja no diálogo, quer seja no oferecimento de “favores” materiais ou mesmo na promessa de empregos, mesmo que de forma temporária, na imensa máquina administrativa que se chama governo.
Ou seja, entra governo e sai governo, campanhas e mais campanhas, e voltamos à mesmice. Então prá que votar? Ou melhor, Prá que tantos partidos ou tantos candidatos.
Se somente os partidos grandes e os feras da política são eleitos, seria melhor haver apenas dois partidos, como antes, dando oportunidade a todos por igual, nas propagandas “gratuitas” e na “distribuição” das verbas partidárias.
Ou então, em favor dos partidos que sempre pregam a renovação, que não fosse permitido mais a reeleição em qualquer nível, aí sim, teríamos uma eleição realmente democrática, onde os candidatos seriam, pelo menos naquele mandato, pessoas novas, com pensamentos novos.
Ou ainda, acabar, como nos países mais democratas do mundo, com a obrigatoriedade do voto, exigindo então dos candidatos seus máximos de poder de convencimento.
Outro dia, um amigo comentou que deveria haver eleição apenas para os cargos executivos e que o legislativo e todo o secretariado seriam admitidos no serviço público através de concurso público. Não sei se seria o ideal, mas com certeza, teríamos a partir daí uma seleção das melhores cabeças brasileiras na administração pública, independente de simpatia partidária ou poder financeiro, afinal, todos sabemos, o apoio financeiro dado aos partidos pelos empresários e milionários não tem outro sentido senão o proveito futuro em contratação de obras e serviços públicos.
Para não me tornar cansativo, vem à minha memória a historia da construção de uma ponte na China que se fosse contratada nos termos de uma outra ponte construída no Rio Grande do Sul, nunca terminaria, ou teria um gasto pelo menos 200 vezes maior.
Mas, que venham as eleições, afinal temos que cumprir nosso dever cívico. Se por um acaso não simpatizemos ou não confiemos em nenhum candidato, então votemos em branco.