Criou o Jardim Zoobotânico de Dois Irmãos e fundou a Estação Ecológica de Tapacurá. Publicou cerca de 30 livros, todos sobre ecologia e conservação dos recursos naturais.
Ele foi um dos fundadores da Universidade Federal Rural de Pernambuco, do Instituto Brasileiro de Desenvolvimento Florestal, do Jardim Botânico do Recife, da Estação Ecológica de Tapacurá e da Associação Pernambucana de Defesa do Ambiente. Exerceu cargos importantes, como diretor do Serviço Florestal do Ministério da Agricultura, consultor da Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste e vice-reitor da Universidade Federal Rural de Pernambuco.
O professor Vasconcelos Sobrinho introduziu o estudo da Ecologia como ciência na universidade brasileira, ao criar a disciplina “Ecologia conservacionista”. Ele ministrou centenas de palestras e publicou cerca de trinta livros e uma infinidade de artigos sobre ecologia e conservação dos recursos naturais" (Wikipédia)
Dentre tantos assuntos tratados, a Ecologia do Nordeste e a desertificação foram temas naquela palestra.
Questionava-se a seca do Nordeste e se haveria meios de minimizá-la ou mesmo acabar com ela
Um de seus conceitos que ficaram na minha memória e que neste momento passa pela minha cabeça é sobre de que forma poderíamos minimizar o sofrimento permanente do povo nordestino:
Segundo aquele Magnânimo mestre, a fórmula não era simples, pois dependeria (Já naquele tempo) de vontade política, da vontade de não se tirar proveito da miséria alheia, a fórmula era encher as terras do Nordeste de poços artesianos movidos a cataventos (Não se explorava no Brasil a energia eólica), construir pequenas barragens em rios temporários, para que retivessem o máximo de água possível na época das chuvas, construir o máximo que se pudesse de açudes, para receber tanto as águas da chuva quanto as águas retiradas dos poços, mesmo sendo salobra. Não haveria nem mesmo necessidade de sacrificar o Velho Chico, hoje quase agonizante depois de tanta exploração.
Com estas medidas, segundo o mestre, teríamos formado espelhos de água que ao evaporarem formariam nuvens que voltariam à terra em forma de água pura, com melhor distribuição em toda a região. Provocaria o crescimento de vegetais que cobririam a terra mantendo-a úmida, com temperatura amena, ou seja, medidas políticas que não seriam de fachada transformariam o Nordeste em um manancial verde, pronto para ser explorado de forma consciente, manteria nesta terra o seu povo, que mesmo passando pelos horrores que passa não arreda o pé, um povo que olha para os Céus e reza para que Nosso Pai olhe por ele e Dê-lhe condição de viver na terra em que nasceu.
Ao fim, o professor falava sempre dos Dez Mandamentos da ecologia que a exemplo daqueles mostrados pelo Pai à Moisés, também prega o amor, mas o amor à natureza, o amor à terra, o amor ao ambiente, antes que nós mesmos acabemos com eles, como vejo todos os dias em jornais e televisão a degradação que impomos à mãe Terra. Eis a íntegra dos dez artigos:
1. Ama a Deus sobre todas as coisas e a Natureza como a ti mesmo.
2. Não defenderás a Natureza em vão, apenas com palavras, mas através de teus atos.
3. Guardarás as florestas virgens, pois tua vida depende delas.
4. Honrarás a fauna, a flora, todas as formas de vida, e não apenas a humana.
5. Não matarás.
6. Não pecarás contra a pureza do ar deixando que a indústria suje o que a criança respira.
7. Não furtarás da terra sua camada de húmus, raspando-a com o trator, condenando o solo à esterilidade.
8. Não levantarás falso testemunho dizendo que o lucro e o progresso justificam teus crimes.
9. Não desejarás para teu proveito que as fontes e os rios se envenenem com o lixo industrial.
10. Não cobiçarás objetos e adornos para cuja fabricação é preciso destruir a paisagem: a terra também pertence aos que ainda estão por nascer.
