quarta-feira, 7 de abril de 2010

Instalação em Coruripe do 3º maior estaleiro da America do Sul

Noticia em Maceio
texto publicado no site Tudonahora.com.br

"O caos social vai se estabelecer em Alagoas se for construído o Estaleiro Eisa em Coruripe. A surpreendente conclusão está no Parecer Técnico nº48 do Ibama, elaborado pelas analistas ambientais Ana Margarida Marques Portugal, Flávia Alves de Lima Paiva e Nájla Alves de Moura.


Elas responderam ao Memorando nº 54 do Ibama de Alagoas. A indagação: se o licenciamento ambiental do Estaleiro Eisa Alagoas S/A, no município de Coruripe, seria de competência do órgão federal. Elas afirmam que sim. Relacionam várias conclusões técnicas na área ambiental e fazem uma análise socioeconômica catastrófica sobre o futuro da região em conseqüência do estaleiro.

O que diz o texto:

“Já em termos socieconômicos destacamos a expectativa gerada pela possível instalação do empreendimento na população da região nordeste, o que acarretará migração para o Estado de Alagoas de trabalhadores em busca de oportunidade de emprego. Tal fato gera favelização e sobrecarga nos serviços públicos, já carentes no Estado (saúde, saneamento básico, educação, etc). Outro ponto relevante, diz respeito ao porte do empreendimento que acarretará demanda por diversos insumos não presentes em Alagoas, impactando o sistema viário nas unidades federativas vizinhas e a dinâmica da economia regional”.

(O texto aqui publicado é a reprodução exata do documento do Ibama.)

O que diz o integrante da Promotoria de Meio Ambiente, Alberto Fonseca?

“O que produz a favelização é o desemprego”.

Com 15 anos de experiência na área ambiental, na qual trabalha desde quando foi promotor de Piaçabuçu, Fonseca diz que estranhou o conteúdo do relatório do Ibama, e observou que, pelo Parecer Técnico, “Alagoas está condenado a não receber nenhum empreendimento de porte”.

A polêmica sobre a competência do licenciamento – se do IMA, se do Ibama – acontece por falta de uma legislação completar à Constituição Federal, afirmou o promotor.

Ele lembrou que o estaleiro que está sendo construído em Pernambuco foi licenciado pelo órgão ambiental estadual. “Por que o mesmo não acontece em Alagoas?”. Ele cita, também, o aeroporto de Maragogi, que fica entre dois estados e, por uma acordo, o licenciamento ficou a cargo do IMA.

Alertando para os muitos cuidados exigidos no estudo de impacto ambiental, para a construção do estaleiro em Coruripe, o promotor garante que a parceria entre IMA e Ibama seria inevitável, mesmo se a decisão couber à área federal.

O Ibama local, garantiu, “não dispõe de estrutura, laboratório etc. para realizar a análise necessária. Vai ter de pedir ajuda ao IMA, que possui estes equipamentos”.

Risco de perder

Ontem, em entrevista ao jornalista Plínio Lins, no Conversa de Botequim, o secretário de Desenvolvimento, Luís Otávio Gomes, afirmou que Alagoas corre o sério risco de perder o Estaleiro Eisa para outro estado.

O ex-secretário de Planejamento, Evilásio Soriano, chegou a dizer que o governo de Sergipe já está trabalhando para que a obra seja construída por lá.

Contaminação

Já há, é inegável, uma contaminação político-eleitoral no caso em discussão. Tem gente, sim, tentando impedir que a obra venha para Alagoas. Mas vem sendo um ação subterrânea. Precisa emergir, vir à tona, para que a questão fique clara.

A análise dos impactos ambientais do projeto deve ser eminentemente técnica, sem nenhuma interferência externa (político – eleitoreira).

A preservação ambiental e/ou as compensações devem ser estudadas a fundo, como defende o promotor Alberto Fonseca. “No caso da duplicação da AL-101 Sul foram destruídos dois hectares de mangue, mas há compensações ao meio ambiente”. O projeto foi aprovado pelo Conselho Estadual de Meio Ambiente, um colegiado formado por representantes de setores envolvidos com a questão ambiental.

Meu sentimento sobre o assunto que acho que deveria ser o sentimento de cada alagoano hoinesto que deseja o progresso para seu estado e para seus habitantes"

Meu comentário

Em 1978 vim prá Alagoas e aqui fixei residencia. Tenho visto e ouvido embates e decisões políticas das mais estranhas, muitas vezes prejudiciais ao nosso desenvolvimento.


Certo dia vi em jornal declarações de deputados sobre a instalação desta fábrica e, para surpresa minha, de caráter negativo.

Agora aparece mais este parecer. Então passa por minha mente que Alagoas somente terá progresso quando os políticos deixaram de agir em causa própria ou de querer tirar "casquinhas" de empreendimentos que só tem a elevar o Estado para um patamar acima do último lugar a se investir.

Afinal, Pernambuco, Bahia, Sergipe, Ceará etc não se favelizaram com a implantação de industrias em seu solo, que o diga SUAPE em Pernambuco. Por que aqui seria diferente? Talvez alguns de nossos políticos não acreditam em nosso poder, em nossa força e na certeza que estado desenvolvido é estado RICO e sendo rico o povo é quem se beneficia e apostam que quanto mais pobre melhor para eles pois estarão lucrando com verbas federais sobre as quais tem influência