sexta-feira, 18 de setembro de 2009
A Origem de Bom Conselho - PE
OS FUNDADORES
Quando o Brasil Colônia desenvolvia o “Ciclo do couro”, chegavam, vindos de Portugal, precisamente da cidade do Porto; três irmãos, componentes da família. “Cruz Villela’ descendentes de Judeus, foragidos da inquisição, estabelecendo-se no Brasil,onde posteriormente converteram-se ao cristianismo.
Chegando à capital da Colônia, Salvador, resolveram separar-se, O primeiro deles segue para Minas, atraído pelo ouro; o segundo fixou-se em Sergipe e Bahia e o terceiro, Manoel da Cruz Villela,comprou de Jerônimo Burgos de Souza e Eça uma sesmaria de trinta léguas quadradas,que custou duzentos mil réis, no ano de 1712.
Compreendia o terreno o seguinte: as terras do sul de Alagoas (Palmeira do Índios, Tanque d’arca,Campo de Anadias);em Pernambuco ao norte faziam divisas com o município de Garanhuns, próximo ao povoado de Brejão de Santa cruz, a leste com o Poço do veado e a Oeste com o município de Águas Belas. Após as providências legais,viaja Manoel da cruz Villela á procura do sertão.
Chegando a 46 km de Garanhuns, ao norte da sesmaria, encontrou uma vasta área de agreste, na base de uma serra de mata abundante, próximo de um rio. E foi exatamente entre o rio e a serra que Manoel da cruz Villela encontrou o lugar ideal para se fixar com uma fazenda. Ali possuía os elementos indispensáveis: água, o clima de agreste para o rebanho e a serra para as plantações.
CRIAÇÃO DA FAZENDA
Criada a fazenda, Manoel da Cruz Villela comanda com perfeição os escravos, as criações, a lavoura, determinando o que há de melhor, logo surge à casa da fazenda, a senzala, o curral, etc.
O gado era criado solto no pasto.Contava apenas com a marca de uma flor –de- lis, ’que indicava a propriedade da família. Os escravos trabalhavam na lavoura nas proximidades da mata e lagoa do Bulandim, que derramava suas águas entre as serras até desembocar no riacho Lava-pés, que recebeu este nome porque os trabalhadores tinham como hábito lavar os pés quando voltavam do trabalho diário. Estas águas serviam para atividades domésticas, para beber e cozinhar.
Com o passar dos anos, a fazenda foi prosperando, as plantações cresciam, o gado se multiplicava, sempre cuidado pelo senhor e seus escravos. Quase tudo era produzido para o abastecimento da fazenda e seus moradores. Apenas se comprava sal e tecidos.Estava formada mais uma família aristocrata rural, com vida própria. Sempre que necessário, apesar de raro, iam até Pilar, antiga capital de Alagoas.E numa dessas viagens Manoel da Cruz Villela conhece uma moça, filha de um rico comerciante português, com quem se casou e construiu uma família.
A vida transcorria normalmente, quando certa manhã estavam terminando a construção do curral de pau-a-pique foram surpreendidos por um veado que fugiu de alguns caçadores. O animal assustado correu para o curral e Manoel da Cruz Villela mandou fechar a porteira. Em seguida os caçadores chegaram em procura da caça.Entretanto o fazendeiro não permitiu que o levassem, alegando que o animal havia buscado socorro em seu curral. Ofereceu um boi oito arrobas, por aquele animal que iria castrá-lo e soltá-lo para comer dias após, quando estivesse gordo.
A partir daí tornou-se costume castrar os veados e caititus (porco-montês), na certeza de que mais tarde eles viriam até o caçador. Deste uso surgiu o nome de Capacaça, nome com que foi conhecida inicialmente nossa cidade.
Dos seus descendentes Antonio Anselmo da Cruz Villela e Joaquim Antonio da costa pouco se saber além dos nomes e que se foram chefes patriarcas, podendo ser filho e neto de Manoel da Cruz Villela.
O Povoado.
Com o crescimento da família e o aparecimento de outras famílias importantes, vai surgindo o povoado. Em 1774 o povoado tinha à frente Mathias da Costa Villela, neto de Manuel da Cruz Vilella, e tinha uma irmã chamada Francisca Xavier, mulher muito católica que desejava uma igreja onde pudesse fazer suas orações e assistir as suas missas.Para satisfazer a irmã, Mathias manda ela escolher o local para construção. O local foi escolhido e colocado a pedra fundamental. Em seguida foi erguida uma pequena igreja sob a invocação de Jesus, Maria, José. Mais tarde a capela foi substituída pela atual matriz.
Apesar de distante da casa grande, ela gostou do local por ser próximo do rio. Em volta da igreja foi se formando um largo e daí surgindo um comércio.
Matias da Costa Villela já se tornara homem influente entre os colonos e os comerciantes.
Não era só o chefe da família patriarcal. Era também chefe político da região e muito conhecido pelo nome de “Comandante”.Possuidor de grande autoridade e por não gostar do nome Capa-caça, mudou o nome do povoado para Papa-caça.
Extraído do Livro Bom Conselho de Celina Ferro
Por Celina Ferro
a circulação do dinheiro

Os habitantes, endividados e vivendo à custa de crédito.
Por sorte chega um gringo rico e entra num pequeno hotel.
O mesmo saca uma nota de R$ 100,00, põe no balcão e pede para ver um quarto.
Enquanto o gringo vê o quarto, o gerente do hotel sai correndo com a nota de R$ 100,00 e vai até o açougue pagar suas dívidas com o açougueiro.
O açogueiro pega a nota e vai até um criador de suínos a quem deve e paga tudo.
O criador de suínos, por sua vez, pega também a nota e corre ao veterinário para liquidar sua dívida..
O veterinário, com a nota em mãos, vai até a zona pagar o que devia a uma prostituta (em tempos de crise essa classe também trabalha a crédito).
A prostituta sai com o dinheiro em direção ao hotel, lugar onde, às vezes, levava seus clientes e que ultimamente não havia pagado pelas acomodações, e paga a conta.
Nesse momento, o gringo chega novamente ao balcão, pede a nota de volta, agradece, mas diz não ser o que esperava e sai do hotel e da cidade.
Ninguém ganhou nenhum vintém, porém agora toda a cidade vive sem dívidas e começa a ver o futuro com confiança!
Moral da história: Quando circula o dinheiro, não há crise.
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Curiosidades de Alagoas

quarta-feira, 9 de setembro de 2009
A dificil arte da informática
CLIENTE: "Não consigo fazer conexão com a Internet."
SUPORTE: "Tem certeza que utilizou a senha certa ?"
CLIENTE: "Sim, tenho certeza. Vi um colega fazendo."
SUPORTE: "Pode me dizer qual foi a senha ?"
CLIENTE: "Cinco estrelinhas."
...
CLIENTE: "Não consigo imprimir. Cada vez que tento, o computador diz: "Não é possível encontrar a impressora".Já levantei a impressora e coloquei-a em frente ao monitor, mas o computador continua dizendo que não consegue encontrá-la."
...
SUPORTE: "Serviço ao cliente das impressoras. Sérgio falando. Em que posso ser útil?"
CLIENTE: "Tenho uma impressora XX que precisa ser reparada."
SUPORTE: "Que modelo é ?"
CLIENTE: "É uma XX"
SUPORTE: "Isto eu já sei. É colorida ou preto e branco?"
CLIENTE: "É bege."
...
SUPORTE: "Bom dia. Posso ajudar em alguma coisa ?"
CLIENTE: "Eeh... Olá. Não consigo mprimir."
SUPORTE: "Pode clicar no ´Iniciar´ e... ?"
CLIENTE: "Calma aí! Não responda assim muito tecnicamente. Não sou o BillGates!"
...
CLIENTE: De repente aparece uma mensagem na minha tela, que diz Clique´Reiniciar´... O que eu devo fazer ?"
SUPORTE: O senhor aperte o botão solicitado, desligue e ligue novamente(o cliente desliga o telefone na cara do atendente e liga novamente.)
CLIENTE: E agora o que eu faço?
...
CLIENTE: "Tenho um grande problema. Um amigo meu colocou um protetor de tela no meu computador, mas a cada vez que mexo o mouse, ele desaparece!" ...
...
SUPORTE: "Em que posso ajudar ?"
CLIENTE: "Estou escrevendo o meu primeiro e-mail."
SUPORTE: "OK, qual é o problema ?"
CLIENTE: "Já fiz a letra "a". Como é que se faz o círculozinho em volta dela?"
...
CLIENTE: "A Internet também abre aos domingos ?"
...
(Depois de um tempo falando com o atendente do suporte.)
SUPORTE: "o que tem do lado direito da tela ?"
CLIENTE: "uma samambaia !"
SUPORTE: silêncio..
(Autor ou autores desconhecidos)
Para meditar - (um texto de Roberto Crema)
Ninguém muda ninguém;
Ninguém muda sozinho;
Nós mudamos nos encontros.
Simples, mas profundo, preciso.
É nos relacionamentos que nos transformamos.
Somos transformados a partir dos encontros, desde que estejamos abertos e livres para sermos impactados pela idéia e sentimento do outro.
Você já viu a diferença que há entre as pedras que estão na nascente de um rio, e as pedras que estão em sua foz?
As pedras na nascente são toscas, pontiagudas, cheias de arestas. À medida que elas vão sendo carregadas pelo rio, sofrendo a ação da água e se atritando com as outras pedras, ao longo de muitos anos, elas vão sendo polidas, desbastadas. Assim também agem nossos contatos humanos sem eles, a vida seria monótona, árida.
A observação mais importante é constatar que não existem sentimentos, bons ou ruins, sem a existência do outro, sem o seu contato.
Passar pela vida sem se permitir um relacionamento próximo com o outro, é não crescer, não evoluir, não se transformar. É começar e terminar a existência com uma forma tosca, pontiaguda, amorfa.
Quando olho para trás, vejo que hoje carrego em meu ser várias marcas de pessoas extremamente importantes, pessoas que, no contato com elas, me permitiram ir dando forma ao que sou, eliminando arestas, transformando-me em alguém melhor, mais suave, mais harmônico, mais integrado.
Outras, sem dúvida, com suas ações e palavras me criaram novas arestas, que precisaram ser desbastadas.
Faz parte...
Reveses momentâneos servem para o crescimento.
A isso chamamos experiência.
Penso que existe algo mais profundo, ainda nessa análise.
Começamos a jornada da vida como grandes pedras, cheias de excessos.
Os seres de grande valor percebem que ao final da vida foram perdendo todos os excessos que formavam suas arestas, se aproximando cada vez mais de sua essência e ficando cada vez menores, menores, menores.
Quando finalmente aceitamos que somos pequenos, ínfimos, dada a compreensão da existência e importância do outro, e principalmente da grandeza de DEUS, é que finalmente nos tornamos grandes em valor.
Já viu o tamanho do diamante polido, lapidado?
Sabemos quanto se tira de excesso para chegar ao seu âmago.
É lá que está o verdadeiro valor...
Pois, DEUS fez a cada um de nós com um âmago bem forte e muito parecido com o diamante bruto, constituído de muitos elementos, mas essencialmente de AMOR.
DEUS deu a cada um de nós essa capacidade, de AMAR...
Mas temos que aprender como. Para chegarmos a esse âmago, temos que nos permitir, através dos relacionamentos, irmos desbastando todos os excessos que nos impedem de usá-lo, de fazê-lo brilhar.
Por muito tempo em minha vida acreditei que amar significava evitar sentimentos ruins.
Não entendia que ferir e ser ferido, ter e provocar raiva, ignorar e ser ignorado faz parte da construção do aprendizado do amor.
Não compreendia que se aprende a amar sentindo todos esses sentimentos contraditórios e... os superando.
Ora, esses sentimentos simplesmente não ocorrem se não houver envolvimento...
E envolvimento gera atrito. Minha palavra final: ATRITE-SE!
Não existe outra forma de descobrir o AMOR.
E sem ele a VIDA não tem significado.
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Depilação

"Tenta sim. Vai ficar lindo."
Foi assim que decidi, por livre e espontânea pressão de amigas, me render à depilação na virilha. Falaram que eu ia me sentir dez quilos mais leve. Mas acho que pentelho não pesa tanto assim. Disseram que meu namorado ia amar, que eu nunca mais ia querer outra coisa. Eu imaginava que ia doer, porque elas ao menos me avisaram que isso aconteceria. Mas não esperava que por trás disso, e bota por trás nisso, havia toda uma indústria pornô-ginecológica-estética.
- Oi, queria marcar depilação com a Penélope.
- Vai depilar o quê?
- Virilha.
- Normal ou cavada?
Parei aí. Eu lá sabia o que seria uma virilha cavada. Mas já que era pra fazer, quis fazer direito.
- Cavada mesmo.
- Amanhã, às... deixa eu ver...13h?
- Ok. Marcado.
Chegou o dia em que perderia dez quilos. Almocei coisas leves, porque sabia lá o que me esperava, coloquei roupas bonitas, assim, pra ficar chique. Escolhi uma calcinha apresentável. E lá fui. Assim que cheguei, Penélope estava esperando. Moça alta, mulata, bonitona. Oba,vou ficar que nem ela, legal. Pediu que eu a seguisse até o local onde o ritual seria realizado. Saímos da sala de espera e logo entrei num longo corredor. De um lado a parede e do outro, várias cortinas brancas. Por trás delas ouvia gemidos, gritos, conversas. Uma mistura de Calígula com O Albergue. Já senti um frio na barriga ali mesmo, sem desabotoar nem um botão. Eis que chegamos ao nosso cantinho: uma maca, cercada de cortinas.
- Querida, pode deitar.
Tirei a calça e, timidamente, fiquei lá estirada de calcinha na maca. Mas a Penélope mal olhou pra mim. Virou de costas e ficou de frente pra uma mesinha. Ali estavam os aparelhos de tortura. Vi coisas estranhas. Uma panela, uma máquina de cortar cabelo, uma pinça. Meu Deus, era O Albergue mesmo. De repente ela vem com um barbante na mão.
Fingi que era natural e sabia o que ela faria com aquilo, mas fiquei surpresa quando ela passou a cordinha pelas laterais da calcinha e a amarrou bem forte.
- Quer bem cavada?
- ...é... é, isso.
Penélope então deixou a calcinha tampando apenas uma fina faixa da Abigail, nome carinhoso de meu órgão, esqueci de apresentar antes.
- Os pêlos estão altos demais. Vou cortar um pouco senão vai doer mais ainda.
- Ah, sim, claro.
Claro nada, não entendia porra nenhuma do que ela fazia. Mas confiei. De repente, ela volta da mesinha de tortura com uma espátula melada de um líquido viscoso e quente (via pela fumaça).
- Pode abrir as pernas.
- Assim?
- Não, querida. Que nem borboleta, sabe? Dobra os joelhos e depois joga cada perna pra um lado.
- Arreganhada, né?
Ela riu. Que situação. E então, Pê passou a primeira camada de cera quente em minha virilha virgem. Gostoso, quentinho, agradável. Até a hora de puxar.
Foi rápido e fatal. Achei que toda a pele de meu corpo tivesse saído, que apenas minha ossada havia sobrado na maca. Não tive coragem de olhar. Achei que havia sangue jorrando até o teto. Até procurei minha bolsa com os olhos, já cogitando a possibilidade de ligar para o Samu. Tudo isso buscando me concentrar em minha expressão, para fingir que era tudo supernatural. Penélope perguntou se estava tudo bem quando me notou roxa. Eu havia esquecido de respirar. Tinha medo de que doesse mais.
- Tudo ótimo. E você?
Ela riu de novo como quem pensa "que garota estranha". Mas deve ter aprendido a ser simpática para manter clientes.
O processo medieval continuou. A cada puxada eu tinha vontade de espancar Penélope. Lembrava de minhas amigas recomendando a depilação e imaginava que era tudo uma grande sacanagem, só pra me fazer sofrer.Todas recomendam a todos porque se cansam de sofrer sozinhas.
- Quer que tire dos lábios?
- Não, eu quero só virilha, bigode não.
- Não, querida, os lábios dela aqui ó.
Não, não, pára tudo. Depilar os tais grandes lábios ? Putz, que idéia. Mas topei. Quem está na maca tem que se fuder mesmo.
- Ah, arranca aí. Faz isso valer a pena, por favor.
Não bastasse minha condição, a depiladora do lado invade o cafofinho de Penélope e dá uma conferida na Abigail.
- Olha, tá ficando linda essa depilação.
- Menina, mas tá cheio de encravado aqui. Olha de perto.
Se tivesse sobrado algum pentelhinho, ele teria balançado com a respiração das duas. Estavam bem perto dali. Cerrei os olhos e pedi que fosse um pesadelo. "Me leva daqui, Deus, me teletransporta". Só voltei à terra quando entre uns blábláblás ouvi a palavra pinça.
- Vou dar uma pinçada aqui porque ficaram um pelinhos, tá?
- Pode pinçar, tá tudo dormente mesmo, tô sentindo nada.
Estava enganada. Senti cada picadinha daquela pinça filha da mãe arrancar cabelinhos resistentes da pele já dolorida. E quis matá-la. Mas mal sabia que o motivo para isso ainda estava por vir.
- Vamos ficar de lado agora?
- Hein?
- Deitar de lado pra fazer a parte cavada.
Pior não podia ficar. Obedeci à Penélope. Deitei de ladinho e fiquei esperando novas ordens.
- Segura sua bunda aqui?
- Hein?
- Essa banda aqui de cima, puxa ela pra afastar da outra banda.
Tive vontade de chorar. Eu não podia ver o que Pê via. Mas ela estava de cara para ele, o olho que nada vê. Quantos haviam visto, à luz do dia, aquela cena? Nem minha ginecologista. Quis chorar, gritar, peidar na cara dela, como se pudesse envenená-la. Fiquei pensando nela acordando à noite com um pesadelo. O marido perguntaria:
- Tudo bem, Pê?
- Sim... sonhei de novo com o cu de uma cliente.
Mas de repente fui novamente trazida para a realidade. Senti o aconchego falso da cera quente besuntando meu tuin peaks. Não sabia se ficava com mais medo da puxada ou com vergonha da situação. Sei que ela deve ver mil cus por dia. Aliás, isso até alivia minha situação. Por que ela lembraria justamente do meu entre tantos? E aí me veio o pensamento: peraí, mas tem cabelo lá?Fui impedida de desfiar o questionamento. Pê puxou a cera. Achei que a bunda tivesse ido toda embora. Num puxão só, Pê arrancou qualquer coisa que tivesse ali. Com certeza não havia nem uma preguinha pracontar a história mais. Mordia o travesseiro e grunhia ao mesmo tempo.
Sons guturais, xingamentos, preces, tudo junto.
- Vira agora do outro lado.
Porra.. por que não arrancou tudo de uma vez? Virei e segurei novamente a bandinha. E então, piora. A broaca da salinha do lado novamente abre a cortina.
- Penélope, empresta um chumaço de algodão?
Apenas uma lágrima solitária escorreu de meus olhos. Era dor demais,vergonha demais. Aquilo não fazia sentido. Estava me depilando pra quem?Ninguém ia ver o tobinha tão de perto daquele jeito. Só mesmo Penélope. E agora a vizinha inconveniente.
- Terminamos. Pode virar que vou passar maquininha.- Máquina de quê?!
- Pra deixar ela com o pêlo baixinho, que nem campo de futebol.
- Dói?
- Dói nada.
- Tá, passa essa merda...
- Baixa a calcinha, por favor.
Foram dois segundos de choque extremo. Baixe a calcinha, como alguém fala isso sem antes pegar no peitinho? Mas o choque foi substituído por uma total redenção. Ela viu tudo, da perereca ao cu. O que seria baixar a calcinha? E essa parte não doeu mesmo, foi até bem agradável.
- Prontinha. Posso passar um talco?
- Pode, vai lá, deixa a bicha grisalha.
- Tá linda! Pode namorar muito agora.
Namorar...namorar... eu estava com sede de vingança. Admito que o resultado é bonito, lisinho, sedoso. Mas doía e incomodava demais. Queria matar minhas amigas. Queria virar feminista, morrer peluda,protestar contra isso. Queria fazer passeatas, criar uma lei antidepilação cavada.
